sábado, 20 de junho de 2015

esquinas populares, naquela que é a Bica dos santos



Por entre as multidões típicas das festas populares, não deixei de me encorajar pelo ambiente descontraído e animado - porém claustrofóbico - que envolveu toda a zona da Bica de Lisboa nestes passados dias de Junho. O ambiente não podia ter sido melhor desfrutado, se não na já frequente companhia da Helena e Sara (a quem devo estas fotos).  
 
 
"(...) treze de Junho, quente de alegria,
citadino, bucólico e humano,
Onde até esses cravos de papel
Que têm uma bandeira em pé quebrado
Sabem rir...
Santo dia profano
Cuja luz sabe a mel
Sobre o chão de bom vinho derramado!
Santo António, és portanto
O meu santo,
Se bem que nunca me pegasses
Teu franciscano sentir,
Catholico, apostólico e romano (...)
(...)
Adeante... ia eu dizendo, Santo António,
Que tu és o meu santo sem o ser.
Por isso o és a valer,
Que é essa a santidade boa,
A que fugiu deveras ao demónio.
És o santo das raparigas,
És o santo de Lisboa  (...)"

in Fernando Pessoa, Os Santos Populares.


 

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