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foz do douro



Conheço-te não te conhecendo se não pelo que mostras querer saber-me. Escuto-te pela voz que não oiço de mais ninguém. Soube-o, não só por isso – sempre o tom de voz inesperadamente lembrado – mas porque te traçava noutros rostos. Foi assim que te quis: por reparar que, afinal, não te via.

Não mudo nada, mas mudei. Não te mudando, mudei-te. Quando tudo nada muda, continuaremos com tudo.  E então eu procuro-te. Porque te desejo não importando as luas ou o toque fingido e invisível que silenciosamente se transcenderá.

Feliz domingo!


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